St. Maarten

St Maarteen (2)

Procure no mapa da Europa um lugar onde a Holanda e a França fazem fronteira. Você não vai achar. Agora, desvie o seu olhar para o Caribe e você encontrará esta fronteira nailha de St Maarten (se você prefere a versão francesa do nome da ilha, então use St. Martin). Essa confusão, tem um motivo: a ilha foi colonizada primeiramente pelos holandeses, em 1620 e mudou de mão pelo menos 16 vezes até 1816, quando foi permanentemente divida entre França e Holanda.

Reza a lenda que os limites da ilha foram estabelecidos da seguinte forma: de ambos os lados, um representante de cada país sairia caminhando. Onde eles se encontrassem, seria a linha divisória dos dois lados. Mesmo que esta história não seja comprovada historicamente, a verdade é que viajar para St. Maarten é experimentar um pouquinho de cada um dos dois países. Com uma vantagem: um mar azul turquesa e cenários de fazer qualquer um perder o fôlego.

Lado Francês

Deste lado (o maior da ilha), as praias são mais isoladas. Por este motivo, algumas delas são destinadas à cultura naturista. Os resorts são luxuosos e a comida rendeu à ilha a denominação de capital gastronômica do Caribe. Os tipos de culinária, são inúmeros: francesa, italiana, americana, cubana, mexicana, japonesa e créole, além de tantas outras.

A capital francesa, Marigot, chama a atenção por seus belos cafés e bistrôs cheios de mesinhas nas calçadas. Sob o olhar protetor do forte Louis, erguido no século 18 por ordem do rei Luís 14, um shopping coloca à disposição dos visitantes as marcas mais famosas do mundo. Porém, o tradicional mercado à beira da marinacontinua lá. É ele que dá cor à paisagem e oferece aos turistas produtos locais, artesanatos e suvenires para todos os bolsos.

Lado Holandês

No lado holandês, o porto e as lojas conferem um ar comercial e turístico, característico da matriz européia. Na capital, Philipsburg, é possível andar pelo calçadão e acompanhar o vaivém dos barcos e dos enormes navios de cruzeiro americanos e europeus. As vezes, chegam a atracar no porto, até 5 embarcações em um único dia.

Na agitada Front Street você vai encontrar roupas, eletrônicos e perfumes, que roubarem a atenção dos visitantes por causa das vantagens de fazer compras em uma região “duty fere”, ou seja, livre de impostos. Mais adiante, a Old Street reproduz com exatidão a rua homônima, que fica lá na Holanda.

A ilha tem inúmeras praias sensacionais em ambos os lados. A mais concorrida éOrient Beach, no lado francês (mas tem um nome inglês); mas há praias melhores em todas as direções.

A mais exótica é Maho Beach, que fica nos fundos do aeroporto. Ali a diversão é fotografar os Boeings passando à 4 ou 5 metros da areia antes de pousar. E, para você programar suas fotos, os horários previstos de pouso são escritos num quadro-negro do bar da praia.

Independente do lado que você esteja, as atrações de St. Maarten são inúmeras. Durante o dia, é possível andar a cavalo, praticar snorkeling, mergulho ou windsurfe. Passear de bicicleta, fazer caminhadas, trilhas, velejar e visitar pontos históricos ou até uma fazenda de borboletas. Um passeio que você não pode perder é andar de caiaque pela lagoa Simpson Bay, um programa que agrada visitantes de todas as idades. Em uma das opções de trajeto, com duração média de duas horas, tem como ponto de partida o forte de Plaisance. É de lá que o guia começa a traçar um panorama histórico da ilha. Conforme o visitante rema, a paisagem ganha forma. No meio do percurso, uma parada para vislumbrar o “cemitério de embarcações”. Em partes rasas, dá para ver parte da estrutura metálica delas fora d’água e vestígios do furacão Louis, que passou pelo local em 1995.

Outra curiosidade de St. Maarten é que não há sequer posto de fronteira entre os dois lados. Você só sabe que mudou de país pelo idioma das placas: em St.-Martin, francês, e em St. Maarten… inglês!

No meio desta divisão de culturas, tem um outro detalhe importante que faz toda a diferença: a influência caribenha. Isso não foi prejudicado com a divisão européia. Ela está lá, presente na culinária, no povo, na música e no astral dos dois lados da ilha.

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